sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Bem vinda Guiné Equatorial à CPLP

 Ilha de Ano Bom

Fonte da imagem: Wikipedia

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O que marca a adesão da Guiné Equatorial à CPLP é o alarido feito por membros das elites preconceituosas portuguesas. Em Lisboa surgiram numerosas vozes contra a adesão. Muitas são daquelas que nunca chegarão aos céus. Mas entre os contestatários estão políticos e líderes de opinião que se dizem democratas. O que revela uma contradição insanável eivada de ignorância e uma tendência inquietante para criar um “apartheid” nas relações internacionais. De um lado os democratas puros, os fiéis. E do outro os impuros e infiéis.
Ninguém percebe donde vem a pureza e a fidelidade dos representantes das elites preconceituosas à democracia. Nem se compreende a soberba com que tratam a Guiné Equatorial e o Presidente Obiang. Em Lisboa é esgrimido um argumento muito débil: o país tem a pena de morte. Muitos estados dos EUA executam todos os dias condenados à pena capital e nem por isso os porta-vozes dessas elites querem expulsar o seu aliado da OTAN. Pelo contrário, quando Washington anunciou que ia sair da Ilha Terceira por já não ter interesse na Base das Lajes, todos se puseram de joelhos, implorando que a base aérea continue.
Outros parceiros políticos e económicos de Portugal têm a pena de morte e isso não impede que os portugueses façam grandes negócios e brindem em Lisboa com o sublime Vinho do Porto. Os argumentos, mais do que débeis, são primários. E mais do que isso: escondem hipocrisia e também muita pressuposição baseada em velhos conceitos coloniais.  A CPLP, já aqui o escrevemos, pode ter uma influência grande na política da Guiné Equatorial. O decreto presidencial que suspende a pena de morte até à produção de legislação que determine a sua abolição é um exemplo concreto dessa influência. Se a partir de agora o Governo daquele país se aproximar dos modelos constitucionais que vigoram nos outros Estados membros, então está justificada a adesão.
A questão da Língua Portuguesa também é levantada pelas elites portuguesas ignorantes e corruptas. A Guiné Equatorial adoptou o português como língua oficial, a par do castelhano e do francês. Portanto, esse argumento deixou de valer a partir desse momento. Mas nunca valeu mais do que a caspa que povoa as ideias dos contestatários portugueses à adesão daquele país à CPLP.  Explicamos pormenorizadamente.
Parte do território da Guiné Equatorial já foi colónia portuguesa. Só no século XVII passou para a soberania espanhola. A ilha de Fernando Pó recebeu o nome do navegador português que lá aportou. A Ilha de Ano Bom (Ano Novo) está nas mesmas condições. Mas na pequena ilha está um tesouro da lusofonia: fala-se crioulo (fá d’ambô) que tem por base o português arcaico e que chegou quase incólume aos nossos dias. 
As ilhas da Guiné Equatorial, está provado, foram povoadas por escravos angolanos. Nós queremos ir lá render homenagem aos nossos antepassados. Agora que Fernando Pó e Ano Bom fazem parte da CPLP,  mais facilmente podemos cumprir esse dever. Mas sem a companhia das elites estrábicas, que nem sequer foram capazes de defender a dulcíssima Língua Portuguesa do Acordo Ortográfico. 
Os angolanos querem saber mais sobre a Língua Portuguesa e na ilha de Ano Bom, território da CPLP, temos muito que investigar a cultura. Os portugueses deviam ter o mesmo interesse, mas pelos vistos só estão interessados em dar lições de democracia, quando dentro das suas portas há crianças a morrer de fome. 
Os Media em Portugal praticam diariamente atentados contra a Língua Portuguesa. Nos jornais já se escrevem mais palavras em inglês do que em português. Nas rádios e televisões a situação é ainda pior. Escrever e falar o português contaminado de anglicismos e galicismos é uma traição a todos os que falam a língua que uniu os países da CPLP. 
A Guiné Equatorial já está a preparar o ensino da Língua Portuguesa. Dentro de pouco tempo, os novos parceiros da CPLP vão falar melhor do que as elites portuguesas preconceituosas. O mesmo vai acontecer quando outros países que tiveram contacto com o português no advento dos “descobrimentos”, entrarem para a organização.
Os portugueses têm um grande orgulho na expansão marítima da qual resultou o seu império. Mas agora há países e povos que guardam a memória desse passado comum e querem pertencer à CPLP. Alguns  renegam esse passado e opõem-se ao alargamento da organização. São demasiado pequenos para a grandeza da Língua Portuguesa.
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Fonte: Jornal de Angola on-line
24 de Julho, 2014


terça-feira, 10 de Junho de 2014

“Não o poderia vender. É uma peça museológica. Tem mais de 50 anos” - Escola Industrial Infante de D. Henrique, no Porto



Mais um caso de aparente incúria no que toca à preservação do património industrial de Portugal. As máquinas e ferramentas antigas já deverão estar a ser vendidas a preços elevados em antiquários por todo o mundo. Como é habitual, provavelmente, não se fazem inventários rigorosos destas coisas, ninguém as protege convenientemente, as coisas desaparecem e ninguém sofre qualquer punição (qualquer dia esta palavra desaparece do dicionário português). Portugal actual: um país cada vez mais sinistro.

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A venda recente como sucata de equipamento da Escola Infante de D. Henrique, no Porto, está a ser investigada pela Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC). Em causa estão máquinas, algumas delas com várias toneladas. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) confirmou que a IGEC está a averiguar o caso na “sequência de uma denúncia recebida recentemente”.

O primeiro alarme surgiu em Maio, quando Fernando Santos, presidente do Conselho Geral do Agrupamento, a que a escola dá nome, recomendou à direcção que comunicasse “os factos” e disponibilizasse “todos os elementos” em sua posse “às autoridades competentes, nomeadamente à Polícia Judiciária e à IGEC”. O professor fê-lo face a informações sobre o “desaparecimento e alienação de bens públicos do agrupamento”.

O Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto não conseguiu até esta segunda-feira informar se existe um inquérito a decorrer sobre o caso.

Durante dois dias, em Fevereiro, vários camiões carregaram quase cinco toneladas de equipamento com o auxilio de uma grua, o que chamou a atenção de muitos.

Um robot de grandes dimensões, típico da industrial automóvel, um torno mecânico de duas toneladas, um limador mecânico e peças mais pequenas seguiram para a Serralharia Gomes & Fernanda, em Gondomar. “Usamos uma grua que estava lá para obras”, disse o dono da serralharia, Manuel Santos. A empresa não tem, porém, actividade no comércio de sucata. Segundo o relatório social, dedica-se às caixilharia de alumínio e portões em ferro.

A denúncia, à qual o PÚBLICO teve acesso, alerta para o desaparecimento de peças antigas do espólio da escola, nomeadamente a tentativa de venda do torno. A directora da escola à altura, Manuela Pinto, garantiu que o torno foi transportado apenas para saber o orçamento da sua reparação.

“Não o poderia vender. É uma peça museológica. Tem mais de 50 anos”, apontou, admitindo, porém, que se cometeu um erro “administrativo” foi “porque sempre se fez assim”. As “escolas sempre venderam sucata sem hasta pública. Eram máquinas que não cumprem os requisitos de segurança para funcionar”, acrescentou.

Aliás, a factura, a que o PÚBLICO teve acesso, tem uma anotação da própria referindo que do orçamento para a reparação do torno. “Mandei as máquinas regressarem quando se deu a polémica”, indicou. E, se num primeiro momento Manuel Santos o confirmou, noutro disse que só não ficou com o torno porque não quis. “Já foi há algum tempo. Mas do que me recordo, não fiquei com ele porque não tinha interesse”, disse.

Certo é que a serralharia devolveu o torno e outros equipamentos dois meses depois por não ter em vista o seu “comissionamento”, como refere a guia de devolução.

Em Abril, a empresa pagou 600 euros à escola pelo restante material vendido. O robot, com mais de uma tonelada e que fora doado à escola, foi directo para a sucata. Manuel Santos diz não ter ganho “nada com ele”. “Já antes fazia este tipo de favores [transporte de sucata] à escola”, esclarece.

O MEC não esclareceu se o equipamento das escolas, que é património do Estado, pode ser vendido sem hasta pública. O delegado regional de Educação do Norte, Aristides Sousa, que recebeu a denúncia, também não respondeu.

Por essa altura, Manuela Pinto demitiu-se do cargo. Garante que isso “nada teve que ver com a polémica”, mas com “questões de saúde sérias”. Concorreu, contudo, nessa altura, ao Sindicato dos Professores do Norte, tendo ficado na direcção, “mas não num lugar de coordenação”, sublinhou. Está agora colocada em serviço não lectivo na Escola Gomes Teixeira, também daquele agrupamento.

“Estava à espera disto e já tenho advogado. As máquinas estão lá. Não desapareceram”, aponta. O que desapareceu, diz, foram as actas de seis meses do Conselho de Administração que registam despesas. “O que fiz mal foi não ter substituído todas fechaduras da escola. São muito antigas e não garanto quem tem as chaves”, referiu.

Segundo responsáveis escolares, nestas datas verificaram-se também tentativas de assalto, de madrugada, ao museu da Infante D. Henrique, uma escola com 130 anos e com um acervo industrial imenso. Terão sido participadas à PSP, mas a polícia não confirmou.


A denúncia aponta ainda irregularidades no uso de fundos europeus pela escola que tem cerca de 270 alunos. Manuela Pinto disse que, em Outubro, recebeu ordem do Gabinete de Gestão Financeira do MEC para pagar salários de todos os funcionários usando fundos do Programa Operacional Potencial Humano. “Estranhei. São fundos que servem para financiar os cursos profissionais”, disse. O MEC explicou que algumas escolas os usam para pagar salários fazendo assim a reposição dos valores gastos antes pelo Estado nos programas.
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Fonte Jornal Público on-line


terça-feira, 27 de Maio de 2014

G-Star Raw







sábado, 26 de Abril de 2014

Abandonados


Foto: Walter José Dias Ferreira

Fuga de portugueses da Gabela (Angola) em 1975


terça-feira, 8 de Abril de 2014

COMO É POSSÍVEL ?!?






Inacreditável. Como é possível que não haja qualquer entidade governamental que impeça que, em edifícios com algum interesse arquitectónico, se façam buracos na pedra natural para colocar objectos com uma durabilidade extremamente reduzida? Vergonhoso. 


sexta-feira, 21 de Março de 2014

AV. DOS ALIADOS - CIDADE DO PORTO

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A Avenida dos Aliados continua a ser o coração do Porto, mas a requalificação de que a artéria foi alvo, entre 2005 e 2006, no âmbito da construção da rede de metro da cidade, não a tornou mais atractiva. A conclusão é do geógrafo Rio Fernandes, co-autor, com Pedro Chamusca e Inês Fernandes, da obra “Avenida dos Aliados e Baixa do Porto: usos e movimentos”. “A avenida é quase uma não praça, um não espaço”, defende.

Isto não quer dizer que a artéria central do Porto tenha perdido a sua função de acolhimento de grandes grupos de pessoas – sejam manifestações políticas, os festejos pelas vitórias do FC Porto ou os cortejos universitários -, que já possuía antes da intervenção dos arquitectos Siza Vieira e Souto de Moura. A avenida só não conseguiu passar de “sala de estar” da cidade ao seu “salão”, como preconizava o anterior presidente da câmara, Rui Rio. “Não me parece que tenha existido qualquer tipo de efeito sensível por via da intervenção do metro. O fluxo normal das pessoas ali é o de atravessamento. As pessoas não usam a praça nem a avenida. É quase uma não praça, um não espaço. Não há uma apropriação da praça como espaço de estar ou de percorrer. É quase só um espaço de atravessar. A este nível, aquela intervenção é um falhanço”, defende Rio Fernandes.
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Fonte: jornal Público on-line, 28 fev. 2014




sexta-feira, 14 de Março de 2014

Visitantes de vantagemcomparativa.blogspot.com


Visitantes entre 11 Nov. 2010 e 1 Mar. 2014: 22 869 visitas


quarta-feira, 12 de Março de 2014

Produção de vinho em Portugal desde 1901 (hectolitros)


Longe vão os tempos em que Portugal era o 5.º maior produtor mundial de vinho.

Produção em 2012: 6141mhl

Vergonhoso


sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

III República

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A influência dos partidos nas nomeações na administração pública é “uma realidade conhecida e um dos maiores problemas do país, com um impacto económico tremendo”, observa o vice-presidente da Transparência e Integridade, Associação Cívica, Paulo Morais, em declarações ao PÚBLICO.
“Só por milagre um boy de uma juventude partidária, habituado a organizar jantares e comícios, consegue fazer um bom trabalho num organismo público”, critica Morais. O investigador reconhece que “há milagres, mas a regra é que [os nomeados] tomem decisões incompetentes e erradas”.
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Jornal Público on-line
JOÃO RUELA RIBEIRO 
12/02/2014 - 07:38
Tese de doutoramento de investigadora de Aveiro analisou 11 mil nomeações em 15 anos e concluiu que a maioria serviu para recompensar lealdades partidárias.


quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

DESEMPREGO EM PORTUGAL


TAXAS DE DESEMPREGO:

1973: 1,4% 

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2009: 9,5%

2010: 10,8%

2011: 12,7%

2012: 15,7%

2013: 16,3%


segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014

Nivelamento por Cima: Ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira

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No âmbito da Reforma do Estado, Santos Pereira não poupou críticas aos aparelhos partidários e defendeu a profissionalização da Administração Pública.
"Se queremos ter uma Função Pública digna, é fundamental que haja uma profissionalização dos cargos dirigentes na Administração Pública", afirmou, acrescentando que "não podem ser os partidos políticos, os aparelhos partidários, a nomear alguém que passa à frente dos que são realmente qualificados".
O antigo ministro do atual Governo de Pedro Passos Coelho, entretanto substituído no cargo por Pires de Lima, criticou a existência de "muitas empresas que estavam encostadas ao Estado" até à tomada de posse do atual executivo e que tentou combater na qualidade de ministro da Economia.
"Reitero: comigo no Ministério da Economia, mesmo que o país não estivesse em crise, não havia subsidiodependência. Uma política de mão estendida, encostada ao Estado à espera do subsidiosinho dá sempre mau resultado", asseverou Santos Pereira.
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Fonte: Jornal i

Por Agência Lusa
publicado em 28 Jan 2014 - 21:24


quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Tabela de vencimentos do regime geral da função pública



Esta diferença talvez se explique pelo facto de grande parte dos funcionários das câmaras pertencer ao Regime Geral de Vencimentos da Função Pública, ao contrário de outros pertencentes a carreiras especiais (com vencimentos mais elevados e diversos suplementos remuneratórios).


sábado, 11 de Janeiro de 2014

In perpetuam rei memoriam - Estaleiros Navais de Viana do Castelo


Capa do jornal diário português, versão impressa, Público, de 11 de Jan. 2014.


sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

In perpetuam rei memoriam - Estaleiros Navais de Viana do Castelo







terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Vendas de veículos ligeiros em Portugal, entre 1970 e 2013



quinta-feira, 2 de Janeiro de 2014

Os priviligiados



Os priviligiados. Gustavo Sampaio. A Esfera dos Livros. 2013.


quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013

Nivelamento por baixo - Privatização dos CTT - CORREIOS DE PORTUGAL






Fotografias de Mário Novaes


sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

International New York Times


Friday, November 29, 2013


domingo, 24 de Novembro de 2013

LEGO - TOWN PLAN










quarta-feira, 20 de Novembro de 2013

EXPLORADORES PORTUGUESES E REIS AFRICANOS



Exploradores Portugueses e Reis Africanos
Frederico Delgado Rosa
Filipe Verde
2013


sábado, 16 de Novembro de 2013

Terreno da antiga Estação Agronómica Nacional

Que tipo de arquitectura é esta?


domingo, 10 de Novembro de 2013

PS pede explicações sobre alegadas nomeações de última hora em Gaia

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O PS pediu hoje "explicações" a Pedro Passos Coelho sobre a alegada existência de nomeações de cariz partidário "feitas em catadupa" na Câmara Municipal de Gaia, dois dias após as eleições autárquicas de 29 de setembro.

"Pedro Passos Coelho deve uma explicação pública. O JN dá hoje notícia da existência de nomeações de cariz político-partidário num quadro institucional autárquico que apenas permite, de acordo com as regras do Estado de Direito, a gestão de assuntos correntes", refere comunicado assinado por José Luís Carneiro.

O líder do PS/Porto e membro do secretariado nacional do partido considera que "essas nomeações, feitas em catadupa, efetuadas para diversas entidades municipais da Câmara de Vila Nova de Gaia, relativas a militantes e simpatizantes do PSD, evidenciam uma política que colide com o esforço que é pedido aos portugueses por parte do Governo e do primeiro-ministro".

"O Partido Socialista pergunta ao presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, se tem conhecimento destas práticas partidárias lesivas do interesse e dos princípios de independência, isenção e imparcialidade que devem presidir ao recrutamento de colaboradores para a administração pública", pode ler-se no documento hoje divulgado.

O PS quer ainda saber o que Passos Coelho "pretende fazer para sancionar os que, em nome do Partido Social Democrata, adotaram esta conduta".

Em causa está uma notícia hoje divulgada pelo Jornal de Notícias segundo o qual dois dias após as eleições, a coligação que ainda geria a Câmara de Gaia contratou 20 pessoas diretamente para o quadro das empresas municipais de Águas e Parque Biológico de Gaia e da Gaiurb -- Urbanismo e Habitação, entre os quais dois ex-vereadores do executivo de Luís Filipe Menezes.
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Fonte: dnoticias.pt 2 Nov. 2013


quarta-feira, 6 de Novembro de 2013

Window washers at Children's Hospital - U.S.A.



sábado, 2 de Novembro de 2013

Novas contratações da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia




domingo, 29 de Setembro de 2013

Autárquicas 2013

« (...) a todos aqueles que desde o início tentaram impedir esta candidatura (..) estou-me a referir desde as mais altas individualidades do estado, até comentadores de televisão com pretensões políticas individuais, e dirigentes e comentadores de jornais que permanentemente tentaram intoxicar a população (...) nós somos diferentes (...)»

Rui Moreira
Discurso proferido em 29/9/2013


quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

“a cidade foi assassinada” - Porto 2001


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A Associação de Comerciantes do Porto revelou esta quarta-feira que o Tribunal da Relação do Porto não deu razão ao recurso apresentado pela  Porto 2001/Casa da Música no processo de indemnização dos comerciantes da Baixa do Porto. Se a sentença transitar em julgado, o Estado terá de pagar uma indemnização a rondar os 3 milhões de euros.

O advogado dos comerciantes ameaçou executar a dívida penhorando a Casa da Música, se esta não iniciar o pagamento voluntário da mesma, mas a instituição esclareceu que, desde 2008, passou a caber ao Estado essa responsabilidade.

Em comunicado, a Fundação Casa da Música esclareceu “que não decorre, para ela, qualquer responsabilidade” de indemnizar os comerciantes da Baixa do Porto pelos prejuízos causados pelas obras de requalificação do espaço público, realizadas no âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. E nota “que a ré no processo judicial que, a 19 de Setembro, mereceu decisão do Tribunal da Relação do Porto não é a Fundação Casa da Música SA, mas sim a Casa da Música/Porto 2001 SA, sociedade extinta em Junho de 2008”.



São 60 os comerciantes que reclamaram prejuízos causados pelas obras da Porto 2001. “Em Novembro de 2012, a sentença do juiz da 3.ª Vara Cível já havia dado razão aos comerciantes e obrigava a Porto 2001/Casa da Música a pagar perto de dois milhões de euros a título de indemnização, valor ao qual acresciam juros de mora, à taxa legal, ao ano sucessivamente em vigor, desde a entrada do processo, ou seja, desde 2005”, recorda o advogado Nuno Cerejeira Namora, representante da associação, que classificou assim a sentença: “É a constatação, se dúvidas houvesse, de que este caso é uma vitória da Justiça, porque esta não se atemorizou e condenou quem devia”.

O advogado dos comerciantes volta a sublinhar que “a cidade foi assassinada” e que esta decisão do Tribunal da Relação corrobora o que o juiz da 3.ª Vara Cível havia dado como provado: que a Porto 2001 "deveria ter previsto a acautelado os riscos da execução das obras e, por isso, adoptado um planeamento, uma organização, direcção e fiscalização adequados a evitar a produção dos resultados negativos que vieram a ocorrer".

Nuno Camilo, presidente da Associação dos Comerciantes do Porto, congratulou-se com a vitória do seu gabinete jurídico e dos comerciantes que defende, apelando à Casa da Música para que inicie de imediato o pagamento voluntário da dívida, acatando o acórdão do Tribunal da Relação. Mas, segundo a instituição visada, “decorrente da extinção, todos os direitos e obrigações da sociedade Casa da Música/Porto 2001 foram transferidos para o Estado Português, representado pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, a quem compete o pagamento da eventual indemnização, caso venha a transitar em julgado”.
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Fonte: 
Jornal Público on-line.
25/09/2013 - 13:22



E AOS RESPONSÁVEIS NADA ACONTECE?

E SOBRE OS ESTABELECIMENTOS/ LOJAS HISTÓRICAS QUE ENCERRARAM PARA SEMPRE NADA SE FAZ?


quarta-feira, 4 de Setembro de 2013

Machete



terça-feira, 3 de Setembro de 2013

João Ribeiro da Fonseca. Só fomos grandes quando houve alguém a mandar

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O ex-presidente da Portugália diz que Sérgio Monteiro é um self apointed expert em transportes e falha no sector aéreo
Saiu de Portugal em 1975, dois dias depois das nacionalizações, era então director do Banco Pinto & Sotto Mayor. Esteve quinze anos fora, primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa, onze anos dos quais em Londres. Foi aí, com um grupo de mais cinco pessoas, que fundou a empresa que inventou e desenvolveu o sistema Visa internacional, um conceito revolucionário para a altura. Ex-aluno do Colégio Militar, esteve 16 anos à frente da Portugália e mantém-se ligado ao sector através da Associação Portuguesa de Transporte e Trabalho Aéreo (APTTA) e do aeródromo de Cascais, concelho onde é membro da Assembleia Municipal pelo CDS. Falámos sobre a terra e sobre o mar e sobre a sociedade "que nos deixámos ser".

A última vez que falámos era presidente da Portugália...
Tive muita sorte na vida e tive a preocupação de me preparar sempre para os degraus do futuro, fossem eles a subir ou a descer. As pessoas, especialmente hoje, acham que os degraus são só a subir e não são. Tive vários capítulos em que cheguei ao topo, sempre mais ou menos preparado para começar a descida. Hoje estou aqui com serenidade, mas vejo amigos meus, até mais novos, zangados porque deixaram de ter palco, de estar na ribalta.

Imaginava, há quinze ou vinte anos, que Portugal ia estar onde está hoje?
A situação do país tem a ver com muita coisa, mas também com o que acabei de dizer. As sociedades formam-se sustentadas em instituições ou corporações, chame-lhes o que quiser, pilares sobre os quais se vão estruturando. A globalização, no sentido da massificação do acesso ao progresso, rebentou com as instituições. A administração pública, as Forças Armadas, a justiça foram deixando de ter capacidade de resposta.

Como olha para as Forças Armadas?
As Forças Armadas não souberam evoluir e chegaram onde estão: disparatadas, derrotadas e desrespeitadas pelo poder político. Quando acabou o Império, os militares deviam ter sido os primeiros a reequacionar o papel das Forças Armadas, mas não, continuou tudo a discutir capelinhas, a Marinha, a Força Aérea, o Exército? A história típica é a dos três hospitais, andaram 30 anos a discutir quem é que fica com o quê, quando é evidente que se de 150 mil militares passámos a ter 30 mil ou nem isso, um hospital é suficiente. Foi preciso vir um político para dizer "alto e pára o baile". Os militares ficaram zangados porque ninguém os consultou. Mas sobre o quê, se nunca antes resolveram o assunto?! É só um exemplo...

O país habituou-se a ser mandado, não sabe fazer mudanças na serenidade?
Isso leva-nos a outra sala, que é a de saber história, hoje muito desprezada. A começar pelos políticos, que não sabem história e não querem saber, porque a história deles dura quatro anos, só lhes interessa saber como se chega lá a cima e, uma vez lá, o que fazer para se manter. Se olharmos para a história chegamos a uma conclusão assustadora.

Qual?
É muito arriscado dizê-lo em público, mas só fomos grandes quando houve alguém a mandar. Afonso Henriques, depois D. João, o primeiro e o segundo, a Independência e os Descobrimentos, Marquês de Pombal e, depois, Salazar. Não interessa agora se Salazar era um malandro ou se o Marquês de Pombal matou à paulada, o que conta é o que ficou.

Esta geração foi educada pela sua geração. O que falhou?
Não gostaria de entrar muito neste campo... Considero que a minha geração, a que fez o 25 de Abril, é que perdeu. Deixou fazer uma descolonização feíssima porque não houve líderes à altura. Fui capitão miliciano em Angola entre 77 e 79 e sei muito bem que a maioria de nós esteve lá e lutou para que os territórios fossem independentes dentro de um processo civilizado e não de uma forma que considero criminosa. Eu quis fazer o 25 de Abril, era um esquerdista perigoso da minha geração... Depois percebi que não era isto que queria.

A história uniu Portugal a muitos povos, mas também nos isolou. Hoje sabemos gerir a nossa geografia?
Pessimamente. Mas acredito que no futuro vão ser esses povos que nos vão reconstruir. A língua e a cultura são conhecimento e, embora a descolonização tenha sido injusta até para esses povos, ficaram raízes. Em países como Cabo Verde não há raivas como em Angola e Moçambique. Mas esses recalcamentos vão morrer na segunda geração e o que fica é a língua, a cultura, o Sporting, o Benfica, as escolas.

Não estamos a tirar partido da história?
Os nossos políticos têm sido péssimos e tontos neste aspecto. Hoje, em Macau, ensina-se mais português do que no meu tempo. Os chineses agarraram naquilo e perceberam que a lusofonia é uma porta para uma quantidade de coisas. Nós nunca percebemos isso. Na Índia, em Goa, querem estudar português. Fui educado no Colégio Militar e sou, como todos somos, anárquico - tenho de fazer esta declaração de interesses. A associação de ex-alunos, de que faço parte, fez um documento onde redefinia a missão do colégio, que seria a lusofonia, ir buscar miúdos a Angola, a Moçambique, a Cabo Verde, etc. Educar aqui para criar uma diáspora.

Qual foi o resultado?
O senhor ministro da Defesa fez um despacho e vai pôr as meninas de Odivelas no Colégio Militar. Ou seja, o Colégio Militar vai acabar daqui a um ou dois anos. Limitaram-se a juntar dois em um e a esperar alguma economia, uma coisa absolutamente primária. Este ministro da Defesa portou-se pessimamente. Há dois anos, quando foi nomeado, fez um discurso extraordinário exaltando todos os valores e currículo do colégio, a sua importância para o país. Depois, ignorou o documento estratégico que elaborámos, nunca nos recebeu ou respondeu às nossas cartas.

O Colégio Militar está longe de ser o que era, desceu muito no ranking nacional, os valores desapareceram...
Talvez essa seja uma razão por que o Colégio Militar foi mal amado desde o pós 25 de Abril e a esquerda, a começar pelo PS, tentou acabar com ele. No ano em que eu entrei, entre filhos de civis e militares, eram 350 candidatos para 80 vagas. Tínhamos dez anos e os exames demoravam dois dias inteiros, havia um escrutínio apertado, o currículo do colégio, intelectual e físico, era exigente. Mas ninguém quis saber deste assunto.

Porquê?
Porque o Colégio Militar formava elites e a esquerda nunca percebeu a diferença entre ser uma escola de elite ou de formação de elites, que foi o que o colégio fez ao longo de 210 anos, é ver a lista em todos os campos, político, económico e até desportivo.

É a ideia de que temos de ser todos iguais?
É o alinhar por baixo. Para mim, este é o pecado original de esquerda: sermos todos iguais significa alinhar por baixo. A esquerda ignora o mérito, o que é estúpido, não se valoriza. Qual foi o modelo socialista que teve sucesso no mundo? Nenhum. Na minha opinião, é este o motivo. Os outros pecados, mais ou menos gordinhos, existem por todo o lado. Hoje, para ser elite é preciso trabalhar muito.

O que fez a associação ao longo destes anos em que o Colégio Militar foi decaindo?
Isso é a nossa identidade cultural, desde que não haja fogo, uma inundação ou um tremor de terra, a coisa está ali, não está? Não fazemos nada, deixamos andar. Discute-se, chamam-se nomes ao árbitro, culpa-se o treinador e vai andando.

Concorda com o serviço militar obrigatório?
Sim. Foi uma estupidez acabar com ele, tanto pela parte da formação e da disciplina, como de veículo promotor do desenvolvimento tecnológico. Vamos precisar imenso, o nosso futuro é o mar, aliás, como o nosso passado, foi aí que nos encontrámos. Porque a Europa é bater no muro, depois da Espanha são os Pirenéus... Uma coisa que Paulo Portas fez muito bem e que foi muito atacada na altura, foi cartografar o nosso espaço marítimo. Mas à custa desse esforço somos o maior país da Europa e a riqueza que está no fundo e à superfície da água é do que vamos viver. O nosso petróleo é o mar. Isto significa que há muito a fazer e, num primeiro tempo, não vai ser tudo feito pela iniciativa privada, porque ainda estamos numa fase muito genérica. Ora aqui está uma missão para as Forças Armadas, do mar e do ar. Mas temos os binóculos ao contrário...

Acredita que as corporações devem ser tratadas de forma diferente?
Este é um conceito do Estado Novo que ficou muito mal visto. Mas funcionava.

Houve excessos?
Houve e há. Olhe para os médicos? Os pilotos, os camionistas, os maquinistas, os estivadores, toda a gente que tem capacidade para boicotar a economia constituiu-se em corporação, mas não se faz legislação que evite as consequências disso em nome da liberdade. Em minha casa havia uma cultura muito à esquerda - a grande inspiração era viver em liberdade -, mas há uma coisa de que nos esquecemos todos, é que a liberdade sem responsabilidade mata, é a vitória dos bandidos. E em nome da liberdade, temos uma Constituição que só fala em direitos, liberdades e garantias, tudo aquilo que, à solta, mata uma sociedade, ganham os mais fortes. Cada núcleo organiza-se em defesa dos seus interesses.

Como é que isso se altera?
É preciso fazer uma ruptura. Foi preciso fazer rupturas para acabar com o Estado Novo, é preciso fazer rupturas agora. Hoje, na Europa, já não se fazem golpes de Estado e se isso acontecesse seria considerado banditismo. Portanto, a ruptura tem de ser intelectual, cultural. Se a ruptura vai para a rua pode ser perigosa porque não é responsabilizada. O que é que interessa partir montras, bater nas pessoas e destruir? Não interessa a ninguém. Estou de acordo que as pessoas devem manifestar-se mas, se não são responsabilizadas por essa afirmação e a forma como a fazem, estão a derrotar- -se a elas próprias. São precisas leis, mas depois, quando se propõe isso é-se logo fascista, gente sem sensibilidade.

É membro da Assembleia Municipal de Cascais, como vê a lei de limitação de mandatos?
Isto é uma feira da ladra, só em Portugal. É surrealismo político. Quer dizer, os políticos fazem uma lei e depois dizem que não sabem interpretá-la, ela sobe ao tribunal e ninguém diz "o rei vai nu"? Eu quero crer que só acontece em Portugal... Mas pronto, é a nossa característica, a nossa graça.

O choque cultural de que fala resume-se a Portugal?
Estamos a viver um choque cultural na Europa, o mundo ocidental sempre foi colonizador, sobranceiro, e a outra rapaziada progredia ao som da nossa partitura. Acontece que não há nada pior na guerra que o excesso de confiança, quando pensamos que o inimigo é uma cambada de patetas é quando levamos uma fogachada. Quando se negociou a livre circulação de bens, esqueceram-se que as regras tinham de ser iguais para todos. Já dizia Lenine, não tenham medo da burguesia porque eles é que nos vão abrir a porta. Estas negociações são totalmente desfavoráveis ao Estado Social, porque o terceiro mundo não sabe o que isso é e não gasta um tostão com isso. Nós gastamos perto de 50%.

E agora, nivelamos por baixo?
Estamos exactamente a nivelar por baixo. E fizemo-lo com o conhecimento dos sindicatos europeus. A deslocação industrial fez-se porque a mão-de-obra era barata, para depois produzirem para cá e rebentarem com a indústria instalada. O Estado Social, viemos agora a saber, é um luxo que tem um custo e, como todos os luxos, cada um de nós tem acesso a ele de acordo com a sua capacidade económica. Não estou a dizer que temos de criar estatutos de classe de cidadania, mas é preciso encontrar uma geometria entre o que pagamos de imposto e o que podemos lá ir buscar.

Já batemos no fundo?
Reconheço que este governo, sem ter tido a formação para isso, foi obrigado a desempenhar a função de bombeiro, em condições muito desfavoráveis e com um Memorando leonino contra nós. Mas este governo teve também uma péssima política de comunicação, com a ausência total de pedagogia, e foi forçado e aceitou prioridades erradas. Ao mesmo tempo, falta resolver o problema da dimensão do Estado. É preciso reduzir o Estado, que tem de ser eficiente e mínimo. Isto vai dar a última onda de desemprego, que ninguém quer assumir mas tem de ser feita.

Paulo Portas quis chamar a si o corte de 4,7 mil milhões na despesa do Estado...
Tenho grande admiração pelo Paulo e ele tem péssima imprensa. Sempre que está a subir aparece um submarino.

Passamos do mar para o ar...
Portugal não tem uma estratégia para o transporte aéreo. Mas não é este governo ou o anterior, nunca teve. Entrei para a Portugália em 1991, conheci uns sete ou oito ministros dos Transportes, nenhum resolveu o problema, mas todos disseram exactamente a mesma coisa na primeira conversa que tive com eles: a privatização da TAP é imediata. Desde Joaquim Ferreira do Amaral. A minha pergunta era sempre a mesma: já há comprador? "Não, mas depois tem de se ver com eles." E eu pensava, pois, se calhar é melhor ter de me ver com privados do que com públicos (risos). E a ANA era uma empresa majestática, que nunca prestou contas a ninguém. O Instituto Nacional de Aviação Civil tinha a responsabilidade de verificar as suas contas e a ANA tinha de justificar o custo das taxas aplicadas, mais 30% do que Espanha, o que nunca foi feito. Esta era uma guerra que todos os anos eu tinha com o INAC, que me mandava pentear macacos. A empresa cobrava taxas de acordo com os lucros que o Estado lhe pedia.

Onde esbarra a privatização da TAP?
A TAP sempre teve uma gestão politizada e/ou enfeudada a interesses políticos. Quando se negociou a venda da Portugália à Swiss Air, o Estado estava também para vender a TAP. Fernando Pinto foi a pessoa escolhida pela Swiss Air para desenvolver a sua estratégia, mas a companhia acabou por ficar nas mãos do accionista Estado, que manteve Fernando Pinto. No entanto, sempre que este resolvia como medida de gestão fazer frente às atitudes corporativas e sindicais, na vigésima quinta hora o governo puxava-lhe o tapete. Este é o problema da TAP, a força das corporações que lá vivem.

Mas um accionista privado acaba com isso num instante, ou não?
Mas há outra questão, que é a do seu valor estratégico. A TAP só pode e só deve ser vendida a uma companhia chinesa. Quem comprar a TAP não vai aceitar um caderno de encargos que defende o hub de Lisboa, compra para fazer da companhia o que quiser.

E só os chineses têm essa necessidade?
Sim. Quem comprar a TAP tem de ter três coisas: estratégia, dinheiro e mercado. Se as companhias globais não tiverem mercado morrem, foi assim que morreu a Swiss Air, a Sabena, a KLM, a SAS e por aí fora.

E porque não uma norte-americana ou latino-americana?
A prioridade da América do Norte é a América do Sul e a Ásia. A prioridade da América do Sul é a América do Norte. Em África não há ninguém, na Europa as três grandes companhias já têm os seus hubs globais: a Lufthansa tem Frankfurt e Munique, a British Airways tem Londres e Madrid, com a Ibéria, e a Air France tem Amesterdão e Paris, com a KLM.

Resta a China?
Resta a China ou a Índia. A Índia neste momento não tem dinheiro, nem uma economia evoluída. A China tem mercado, dinheiro e estratégia. Precisa de um hub europeu, precisa de África e da América Latina. A abertura do Canal do Panamá vai permitir aos gigantes que levam 18 mil contentores atravessar o canal, ou seja, encurtar gigantescamente a distância e os custos. Portanto, eles precisam de Sines e já cá andam à volta, nós é que não avançamos. E precisam de um hub pesado no transporte aéreo.

Porque é que diz que o governo não tem estratégia para o sector?
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, está lá há mais de dois anos, a APTTA já lhe escreveu para apresentar e discutir diversos problemas, nem sequer respondeu. É um self apointed expert de rodovias que, aparentemente, esteve envolvido no desenvolvimento rodoviário e nas PPP. Posso dizer que, para ele, aviação civil e aviação comercial em Portugal chama-se TAP, o resto não existe ou, se existe, ele não quer saber. A indústria aeronáutica em Portugal é bastante significativa, pelo número de pessoas que emprega, as actividades que desenvolve, de helicópteros, aviões, fotografia, turismo, lazer... O país precisa de pilotos, de técnicos, de mecânicos, controladores aéreos, pessoal de pista, etc., mas não há sequer uma academia de formação. Na APTTA começámos a fazer uns cursos para membros da associação, mas nem sequer conseguimos que sejam oficializados, as companhias querem expandir-se e não têm um interlocutor. Entre os nossos sócios estão a TAP, a Portugália, a EMA, agora desfeita...

Concorda com a dissolução da EMA?
Pontualmente, acontecem coisas que nos levam a perguntar em que tabuleiro se jogam. Por exemplo, porque foram comprados os helicópteros Kamov? Esta compra é muito mais difícil de explicar do que a dos submarinos. Os Kamov estão proibidos de voar na Europa e têm um enorme problema de manutenção, porque não há sobressalentes, a tecnologia é russa, não há técnicos. Temos seis, dois no chão, um a ser canibalizado para dar peças para outro. Voltando atrás, devemos ser o único país do mundo em que o Estado é dono de três companhias aéreas concorrentes entre si: a TAP, a Sata e a Sata Internacional. Isto é normal?

Não sei. É normal?
Eu se viesse negociar a compra da TAP, era a segunda pergunta que fazia: o que é que vão fazer com a Sata, vão pô-la a concorrer comigo, com os mesmo direitos de tráfego, etc.? O transporte aéreo é uma actividade do futuro. Até há dez anos éramos um país da periferia, agora, com a globalização, somos o centro do Atlântico. Depois vem o argumento sobre as companhias, a maior parte delas falida, sem dinheiro para mandar cantar um cego, da nacionalização. Não, o que é preciso é racionalizar.

Temos dificuldade em debater temas sem preconceitos?
Sabe porquê, porque há mais incompetência que corrupção em Portugal, aliás, sem incompetência era muito mais difícil a corrupção.

Acredita que Seguro será o próximo primeiro-ministro?
Espero que não. Mas estou muito descrente no nosso regime político.

Porquê?
Porque estamos a chegar ao ponto em que a massificação, enquanto não envolver a componente mérito, puxa para baixo. Ao dar a todos os cidadãos o mesmo direito de voto, introduzimos na política o marketing. Não é politicamente correcto dizer isto, mas isso não torna as coisas menos verdade. Há um ditado que diz "não vá o sapateiro além da sua chinela" e nós, na modernidade, levámos este regime às últimas consequências. A política, hoje, é marketing, não são ideias. É tudo uma fantochada. Ao fazer isto, estamos a dizer que este regime não serve e assistimos à degradação da política e dos políticos. Veio isto tudo a propósito do Seguro, e de Passos Coelho, uma pessoa de quem eu instintivamente gosto, parece-me um homem de bem, mas não está preparado, ou demonstra não ter preparação. Chegámos ao fim da linha, temos de inventar outra geometria.

Qual?

Tem de ser democracia representativa, eu acredito nos valores democráticos, não acredito é neste regime que, para mim, já lá não vai. Não produz qualidade, nega a qualidade, não permite a qualidade. Eu espero ainda estar cá para ver, gostava de participar no após...
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Fonte da entrevista: Jornal i on-line de 2 Set. 2013


sábado, 29 de Junho de 2013

RENAULT LAGUNA - COLLECTION 2013








Lançado em 2007, o Renault Laguna é actualmente um veículo bastante exclusivista, procurado por quem gosta de algo de distinto, de linhas com uma certa intemporalidade, de elevadíssima qualidade e de vanguardismo tecnológico (4 control). Nesta fase 3 lançada em Julho de 2013 o Renault Laguna recebe leds frontais, tecto exterior pintado de negro na versão GT (estranhamente em Portugal a carrinha GT 4 control apenas está disponível com caixa de velocidades manual), visualização em tempo real do ângulo de viragem das 4 rodas direccionais (versões com 4 control), R-Link, etc.. Lamentavelmente, aparentemente, em Portugal as versões de 4 rodas direcionais deixam de estar disponíveis na versão berline, esperemos que a Renault portuguesa altere esta decisão.