domingo, 9 de maio de 2010

Basta!



Depois de vários em dias em que Portugal esteve - pelas piores razões - no centro das atenções dos mercados financeiros internacionais, pedia-se ao Governo que marcasse uma posição firme quanto ao comprometimento em tomar medidas no imediato que sinalizassem o real interesse em diminuir o défice e contribuir para o acalmar da pressão internacional (FMI, BCE, Comissão Europeia, Agências de Rating, etc.).


Ora, o que vimos foi um conjunto de situações que fazem temer o pior:


  • José Sócrates, no seu estilo muito próprio de não se querer desviar um milímetro face às suas intenções, lá acabou a muito custo por deixar cair, por ora, a construção do novo aeroporto e da nova travessia sobre o Tejo. Não se compreende como, à luz do contexto actual, o nosso Primeiro-Ministro não fez uma declaração do País, logo no 1º dia em que os mercados se centraram na nossa economia, a dizer, preto no branco, que todas as grandes obras públicas que estavam projectadas seriam suspensas temporariamente. Teria sido um gesto importante e credibilizador. Por outro lado, faz-me alguma confusão como se pretende suspender a construção da 3ª travessia do Tejo quando se mantém de pé o projecto da Rede Ferroviária de Alta Velocidade entre Poceirão e Caia (alguém que me explique como se vai efectuar a ligação entre o Poceirão e Lisboa, sff).

  • Compreendo a posição de Teixeira dos Santos. Toda a gente já percebeu que há muito tempo se encontra em rota de colisão com José Sócrates mas efectivamente demitir-se no presente momento seria o pior que poderia acontecer a Portugal. Seria um sinal péssimo para o exterior e o possível trigger para outro downgrade da dívida pública Nacional. Mas ninguém o mandou ficar no Executivo quando houve eleições...
  • Já o Ministro das Obras Públicas - António Mendonça - não é tido nem achado no meio deste turbilhão. Limita-se a ser um "Yes man" ao serviço do nosso Primeiro-Ministro.

Para finalizar, e de uma perspectiva construtiva, deixo de seguida as minhas sugestões:


  • Suspenda-se de imediato TODAS as grandes obras públicas;

  • Canalize-se o montante com o qual o Estado teria de financiar essasobras na remodelação do parque escolar e hospitalar de todo o País;

  • Apoie-se de uma forma mais directa a modernização do tecido empresarial;

  • Eleve-se o nível de exigência no sistema educativo;

  • Passe-se a mensagem clara de que atravessamos uma situação complicada e que os Portugueses, nos próximos anos, terão de retrair os seus gastos e ajustá-los aos seus reais rendimentos;


1 Comentários:

Às 11 de maio de 2010 às 20:34 , Blogger Margarida disse...

Santo António e os peixes...

:)

 

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